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tratamento de tdah (dda)

Após o diagnóstico feito por um profissional que entenda profundamente do assunto, o tratamento abrange psicoterapia estrutural e organizadora na criança ou no adulto, envolvendo toda dinâmica familiar, medicação quando necessário, muita informação e conscientização do que é TDAH (DDA).

Comprovadamente a terapia cognitiva comportamental é que dá melhores resultados. O terapeuta deve funcionar como um treinador, dando instruções e sinalizando ("perceba como está se perdendo em detalhes... como está desviando de seu objetivo..., pare, volte àquele assunto...") O foco da terapia deve ser a mudança de velhos hábitos que já se tornaram vícios: adiamento crônico, desorganização, pensamentos negativos, além do resgate da auto-confiança e da auto-estima, geralmente muito abaladas.

Dependendo do grau do TDAH, a medicação pode melhorar muito a qualidade de vida da pessoa. No Brasil, a primeira indicação é do estimulante do córtex pré-frontal, o metilfenidato. No Brasil apresenta-se de 3 formas: Ritalina de curta duração, Ritalina LA de longa duração, e Concerta de longa duração. Eles funcionam como óculos para o míope: devolvem a visão focada, mais nítida. O estimulante é fundamental quando há problemas de aprendizado e/ou decréscimo na capacidade profissional. No entanto, ele sozinho não faz milagres, nem cura o transtorno que é crônico. Há muita desinformação e enxurradas de falsos rumores envolvendo o metilfenidato. Esses boatos alarmantes ignoram centenas de pesquisas científicas que comprovam ser um medicamento extremamente seguro quando administrado com supervisão adequada. (veja tabela abaixo)

Se o TDAH (DDA) vier acompanhado de comorbidades (conseqüências), muitas vezes é necessário a inclusão de outra medicação mas é comum a depressão por exemplo, desaparecer apenas com o estimulante e psicoterapia, na medida em que os sintomas de TDAH (DDA) vão sendo administrados, controlados e a pessoa readquire seu controle interno e sua produtividade.

Vista do cérebro com TDAH (DDA) em 3D*


Cérebro em
repouso

Cérebro em
concentração

Cérebro em
concentração com Ritalina
*imagens capturadas por SPECT.
A área escura significa hipofuncionamento do córtex pré frontal.

Medicações utilizadas no tratamento do TDAH

(fonte: Associação Brasileira do Déficit de Atenção – ABDA)

NOME QUÍMICO NOME COMERCIAL DOSAGEM DURAÇÃO APROXIMADA DO EFEITO
PRIMEIRA ESCOLHA: ESTIMULANTES (em ordem alfabética)
Lis-dexanfetamina Venvanse 30, 50 ou 70mg pela manhã 12 horas
Metilfenidato (ação curta) Ritalina 5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia 3 a 5 horas
Metilfenidato (ação prolongada)
Concerta
Ritalina LA
18, 36 ou 54mg pela manhã
20, 30 ou 40mg pela manhã
12 horas
8 horas
SEGUNDA ESCOLHA: caso o primeiro estimulante não tenha obtido o resultado esperado, deve-se tentar o segundo estimulante
TERCEIRA ESCOLHA
Atomoxetina (1) Strattera 10,18,25,40 e 60mg 1 vez ao dia 24 horas
QUARTA ESCOLHA: antidepressivos
Imipramina(antidepressivo) Tofranil 2,5 a 5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Nortriptilina(antidepressivo) Pamelor 1 a 2,5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Bupropiona(antidepressivo) Wellbutrin SR 150mg 2 vezes ao dia
QUINTA ESCOLHA: caso o primeiro antidepressivo não tenha obtido o resultado esperado, deve-se tentar o segundo antidepressivo
SEXTA ESCOLHA: alfa-agonistas
Clonidina (medicamento anti-hipertensivo) (2) Atensina 0,05mg ao deitar ou 2 vezes ao dia 12 a 24 horas
OUTROS MEDICAMENTOS
Modafinila (medicamento para distúrbio do sono) Stavigile 100 a 200mg por dia, no café

Outros medicamentos que ainda não existem no Brasil:

Focalin – um “derivado” do metilfenidato (na verdade, uma parte da própria molécula)

Daytrana – um adesivo (para colocar na pele) de metilfenidato

Dexedrine – uma anfetamina (Dextroanfetamina); existe a formulação de ação curta e de ação prolongada

Adderall – uma mistura de anfetaminas; existe a formulação de ação curta e de ação prolongada

Os tratamentos acima descritos possuem caráter meramente informativo e não substituem a consulta ao seu médico de confiança.

Não é finalidade deste site a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de parecer ou diagnóstico aos visitantes, tarefa esta que é reservada exclusivamente a profissionais de saúde especializados.