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cleide heloisa partel

H.L.G., 45 anos, arquiteto, conta da busca frustrada à medida que buscava o diagnóstico através de profissionais que desconhecem o assunto TDAH:

“-Sempre me senti diferente dos outros. O que eu achava ser sinceridade era na verdade “bobeira”, eu me expunha muito mais que todos, não sabia como agir de maneira “politicamente correta” e acabava sendo o alvo predileto de caçoadas e brincadeiras idiotas.

Até que fiquei tão inseguro que me retraí e pouco falava. Às vezes não agüentava e estourava. O pior era a sensação de não ser levado a sério (nem por mim mesmo). Minha cabeça sempre "voando" me levava a cometer erros bobos, falar coisas inadequadas, e os resultados me irritavam profundamente. Eu tentava me regrar e me disciplinar mas o resultado foi triste, eu me vigiava o tempo todo como se não fosse confiável e minha insegurança e baixa auto-estima só cresciam! Apesar de conseguir a muito custo sucesso profissional, me relacionava com o mundo através de uma máscara e afetivamente sempre fui um fracasso! : "_Se souberem quem eu sou de fato, não vão gostar de mim".

Daí à depressão foi um pulo.

Há nove anos, quando saíram as primeiras reportagens sobre DDA, imediatamente identifiquei-me com todas as características e busquei ajuda através de vários médicos citados em reportagens a respeito do asssunto. Nenhum deles concordou com meu “auto diagnóstico”. Certa vez, quando questionei sobre a possibilidade de tomar Ritalina, ouvi de um deles: - “Se eu te der essa medicação você sai voando pela janela, de tão elétrico que já é!” Receitavam-me anti-depressivos, ansiolíticos e minha frustração ia aumentando, à medida em que não me sentia ouvido, entendido e não melhorava.

Quando finalmente descobri o site www.universotdah.com.br, e fui corretamente diagnosticado (confirmando minha percepção), senti logo os benefícios do tratamento (terapia e da medicação). A diferença é muito sutil apesar de fundamental: eu não sou outro, minha personalidade não mudou, mas hoje sou mais produtivo, menos ansioso, mais seguro, sem medo de ser eu mesmo, consigo controlar minha impulsividade, e o que é melhor: parei de tomar as outras medicações que, na realidade só disfarçavam o que eu tinha mas não resolviam”.