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cleide heloisa partel

P.I., 25 anos, estudante do último ano em Fisioterapia

"- Senti-me muito aliviado porque vi que podia ter ajuda na minha total falta de atenção que prejudicava tanto meu trabalho como minha vida social. Com o tratamento me senti mais desperto, com mais foco, deixei de fazer mil coisas ao mesmo .

Nesse fim de semana, por exemplo, apesar de haver um churrasco lá em casa, sentei para escrever a minha monografia e o que teria levado dias (na verdade, era minha mãe que fazia comigo e muitas vezes por mim), fiz em 2 horas e só me levantei quando terminei. Isso seria impossível acontecer antes.

Quando trabalho agora na U.T.I. (sou estagiário em um hospital), fica mais fácil regular os aparelhos onde cada um tem o seu parâmetro: antes eu o fazia pensando em 4 ou 5 coisas ao mesmo tempo. Depois ficava inseguro, voltava para conferir o que havia feito ou chamava um colega para fazê-lo por mim. Hoje sou mais rápido, mais confiante, em função do foco que adquiri em tudo que faço. Antes qualquer mudança gerava em mim muita ansiedade, um frio na barriga. Agora quando ela acontece, enfrento-a com tranqüilidade, calma e confiança."

Sua mãe M.L.G.I., 50 anos, completa: "- A situação do meu filho sempre me preocupou, desde que era pequeno. Repetia quase todos os anos desde a 4ª série. Por indicação das escolas passou por muitos neurologistas e foi diagnosticado com falta de coordenação motora. Ficou com uma psicomotricista por 5 anos. Melhorou um pouco, mas o problema continuou, mudando sempre de escolas.Terminou o colegial no supletivo. Sabendo agora desse diagnóstico e vendo sua mudança, sinto como se fosse uma benção que recebemos!"