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diagnóstico de tdah (dda)

O diagnóstico do TDAH é feito por profissionais especializados no assunto, através de uma avaliação clínica baseada no histórico de vida da pessoa.

No caso de adultos, muitas vezes é importante a colaboração do cônjuge ou de pessoas próximas.

No diagnóstico de crianças ou adolescentes, é necessário a participação dos pais e/ou professores.

A avaliação é feita desde a infância uma vez que o transtorno é crônico e a pessoa já nasce com ele.

O adulto deve procurar a ajuda de profissionais especializados na área para diagnóstico e tratamento, quando seu jeito de pensar, de sentir, comportar-se, causam-lhe prejuízos na área profissional, social, afetiva e/ou consigo mesmo.

Comportamentos comuns em adultos com TDAH que devem procurar por um diagnóstico:

- Distrair-se com assuntos de menor importância, deixando o principal para a última hora (procrastinação).

- Cometer erros por distração, mesmo conhecendo o assunto.

- Ser muito desorganizado em tarefas ou tempo (geralmente está sempre atrasado).

– Dificuldade em controlar, conter seu comportamento. Costuma falar ou fazer coisas, antes de pensar se são adequadas ou não, podendo gerar conflitos pessoais, sociais ou familiares.

- Começar uma tarefa pensando nas que estão por terminar e nas que estão por fazer. A falta de foco e a impulsividade faz com que se largue o que está fazendo e vá para outra tarefa, deixando-a inacabada.

– Sentir muita dificuldade em ler um livro até o final (apesar de comprar muitos) a não ser que o assunto o interesse muito.

- Oscila muito de humor. Está bem, no momento seguinte está mal, sem um motivo necessário.

- Dificuldade em ouvir. Enquanto o outro fala, já está pensando na resposta. Pode monopolizar as conversas sem perceber que está sendo inadequado.

– Geralmente é muito crítico, quer fazer tudo do seu jeito, no seu tempo.

- Ser muito impaciente e irritadiço.

– Costuma ser muito emotivo e intenso, fazendo verdadeiros dramas com fatos muitas vezes simples.

- Geralmente está sempre estressado e ansioso.

O adulto com TDAH pode ter como conseqüências (comorbidades): depressão, ansiedade generalizada, TOC, bipolaridade, endividamento, transtorno do sono, de apetite, uso de drogas.

Crianças ou adolescentes devem ser encaminhados pelos pais e/ou professores quando há fatores decorrentes do TDAH (DDA) tais como:

- Dificuldade no aprendizado. Há 2 tipos:

Hiperativos/impulsivos: conversam, não param quietos em sua cadeira, derrubam material , saem da classe, atrapalham o professor e seus colegas na sala de aula. Em casa não conseguem sentar e fazer as tarefas até o final. Não conseguem se concentrar no que fazem.

Desatentos: são calmos, aparentemente prestam muita atenção ao professor mas seus pensamentos estão longe,”viajando”. O mesmo acontece quando estão fazendo suas tarefas em casa. Esse grupo é mais difícil de ser diagnosticado na infância.

Tanto o tipo hiperativo/impulsivo como o tipo desatento (ou combinado), costumam cometer erros por distração, mesmo sabendo a matéria questionada.

- Dificuldade no relacionamento interpessoal. Em casa, com professores ou com amigos, querem fazer tudo do seu jeito sem esperar a vez do outro ou sem ouvir as orientações dadas.

- Irritabilidade. Quando os acontecimentos dos fatos não ocorrem como eles querem, tornam-se irritados, fazendo birras ou rebeldias.

- Desorganização. A mochila, a mesa de estudos, o quarto costumam ser caóticos. Esquecem ou perdem materiais escolares, óculos, celulares, etc.

- Vício em vídeo-game. Quando a criança ou adolescente gostam do que fazem ou sentem-se desafiados (características do jogador), entram em hiperconcentração. Muitos nem ouvem caso sejam chamados.

- Procrastinação. Deixam para fazer suas tarefas na última hora, em detrimento da qualidade.

- Alterações no peso: ou são obesos pela compulsão de comer ou estão abaixo do peso pela impaciência de ficarem sentados à mesa o tempo suficiente para fazerem suas refeições.

Crianças ou adolescentes com TDAH podem ter como conseqüências (comorbidades): TOD ( Transtorno Opositivo Desafiador), dislexia, discalculia, dispraxia, depressão, transtornos de comportamento (impulsividade/hiperatividade, impaciência, irritabilidade, tiques).

Apesar do quadro desalentador onde a pessoa muitas vezes é considerada desorganizada, preguiçosa, agitada, maníaca, imprevisível, irresponsável, desnorteada... quanto mais cedo for diagnosticada e tratada mais facilmente aprenderá a conviver com o TDAH (DDA) de maneira mais positiva e menores serão os problemas com a auto-estima e auto-confiança, normalmente tão comprometidas.

Infelizmente, ainda há muitos diagnósticos errados nessa área em função do desconhecimento do transtorno por muitos profissionais da saúde que acabam tratando apenas das conseqüências (comorbidades), desconhecendo a origem dos problemas.

O diagnóstico não se baseia apenas na presença dos sintomas mas em sua intensidade, duração e em quanto interferem na vida cotidiana da pessoa.