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Diagnóstico mais fácil para déficit de atenção

Pesquisadores da Unifesp desenvolvem um modelo para simplificar a identificação de TDAH

Pequisadores do Departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma pesquisa qual propõem um método mais simplificado para ajudar no diagnóstico do transtorno do Déficit de atenção e Iteratividade (TDAH).

Segundo o psicológico e pesquisador Thiago Strahler rivero, da equipe que desenvolveu o trabalho na Unifesp, o novo método consiste em um roteiro resumido que facilitaria a leitura dos resultados dos teste de desempenho contínuo. O trabalho ajudarias tanto no trabalho clínico dos médicos, responsáveis pelo diagnostico final, como também na ação dos de mais profissionais que lidam com o TDAH – psicólogos, por exemplo.

A pesquisa concluiu que é possível resumir os 15 resultados apresentados em cada avaliação em cinco itens: atenção focada, associada à capacidade de concentração numa atividade; atenção sustentada, habilidade de se manter numa atividade por longos períodos; vigilância, aptidão para lidar com situações imprevisíveis; hiperatividade e impulsividade; capacidade de manutenção do controle

O que é TDAH?

O transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade é uma disfunção neurobiológica que atinge funções mentais, como memória, atenção e funções executivas. Está relacionado à capacidade de focar, de interagir com objetivos e planejar ações. Abaixo, os critérios propostos pelo novo modelo:

Como Identificar:

1 Atenção focada: falta de concentração numa atividade

2 Atenção Sustentada: falta de habilidade de se manter numa atividade por longos períodos

3 Vigilância: Inaptidão para lidar com situações imprevisíveis

4 Hiperatividadee Impulsividade: manifestada em vários tipos de comportamento, como comprar ou beber de mais

5 Capacidade de manutenção do controle: tendência a ser desorganizado, por exemplo "Agente não está propondo mudar o teste, que é muito bom, mas aforma de correção e avaliação dele para diminuir subjetivamente do avaliador, diz Rivero. O teste de referência internacional é de 1956 e passou pela última revisão em 2005. “Ele é complexo porque no fim da avaliação, da uma folha com 15 resultados”. A subjetividade do avaliador é muito grande e, se pagar o mesmo caso e passar por dez psicólogos cada um vai dizer uma coisa. Propomos medidas que tem mais a ver com o dia a dia."

A busca por mais precisão no diagnostico do TDAH é um dos principais desafios para o tratamento adequado da disfunção que hoje acomete mais de 5% das crianças e dos adolescentes no mundo, estimam os pesquisadores. Em geral, os diagnósticos mais rápidos são feitos por equipes multidisciplinares-médicos com apoio de psicólogos e em condição ideal ajudados por fonoaudiólogos e educadores.

"Nos Estados Unidos e na Europa, o educador tem de saber avaliar o desempenho mental dos seus alunos. Um modelo como esse colabora e muito na educação", diz Ribeiro, cujo trabalho ainda é inédito no meio cientifico.

"Esta para revisão e vamos publicar em breve", afirma.

CleidePara a psicóloga clínica Cleide Heloisa Partel, portadora de TDAH que se tornou especialista no tema, há muitas variáveis na disfunção “para simplificar em cinco itens.” Em principio ela vê com ressalvas o trabalho. "O diagnóstico é complexo sim e a pessoa precisa conhecer muito bem o assunto para faze-lo. Reunir os resultados nesses cinco itens me parece simples demais. “Um dos pontos importantes a saber por exemplo, é se a pessoa nasceu com esse transtorno que costuma ser genético," afirma.

A especialista em TDAH, Cleide faz restrições à simplificação

O neuropsiquiatra Fabio Barbirato, por outro lado, diz que o trabalho dos pesquisadores da Unifesp é importante como “instrumento acessório pra tornar o TDAH mais acessível” a profissionais que acostumam fazer o encaminhamento ao medico, como pedagogos e professores que suspeitam do TDAH nos estudantes.

"Um complicador do diagnóstico é a falta de conhecimento", afirma Barbirato. "Existe uma série de patologias clínicas que podem afetar o déficit de atenção". "Por isso, é importante a avaliação médica", completa.

Dono de um albergue para turista na capital, Alberto Azevedo, de 27 anos, gostaria de ter tido um diagnostico precoce do TDAH - quadro que ele descobriu ter aos 25, depois de ter levado mais de seis anos para finalizar um curso universitário que deveria ter durado contata. Quatro anos. “Se soubesse antes, poderia ter aproveitado melhor o tratamento. Foi um pouco tarde de mais”, constata

FÁBIO MAZZITELLI
MARIANA LENHARO

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