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consequencias em crianças/adolescentes


Infelizmente, por desconhecimento do transtorno, muitos pais acabam rotulando seus próprios filhos de maneira incorreta como preguiçosos, incapazes, burros, pestinhas, vagabundos, etc.

Muitos professores reforçam o sentimento de rejeição, discriminando o aluno(a) perante seus colegas, fazendo piadinhas, colocando-o(a) para fora da classe, na certeza de que é intencionalmente negligente, que foi mal educado(a), que tem pais ausentes, permissivos e que precisa ser castigado(a) para aprender a ter limites, a comportar-se.

Os alunos mais comprometidos podem estar deprimidos. Com isso, chamam menos a atenção do(a) professor(a) por não apresentar problemas de comportamento em sala de aula (embora alguns cheguem a dormir durante as aulas), mas com certeza seu rendimento escolar está sendo prejudicado.

Por mais que se esforcem, a sensação é de que não conseguem desenvolver todo seu potencial: mesmo sabendo toda matéria de uma prova, por exemplo, acabam cometendo erros "bobos" por distração: ou não lêem a questão por completo, ou não reparam em algum detalhe, ou ficam parados numa só questão que têm dúvida, esquecendo-se que há um tempo limite para o término da prova. A frustração e a raiva pelo que fizeram, vem imediatamente após o resultado.

Crianças e adolescentes com TDAH (DDA) enfrentam constantes batalhas emocionais dada a sua incapacidade de planejamento e monitoração do seu comportamento. Sentem-se diferentes, inadequados, geralmente com baixa auto-estima e até mesmo burros algumas vezes. Como não suportam frustração, podem passar rapidamente da intensa excitação, à impaciência, à hostilidade e ao isolamento.

A impulsividade tem aspectos positivos e negativos:

- Os positivos levam as pessoas a executarem o que idealizaram.

- Nos negativos, patológicos, há falta de planejamento, maior envolvimento de risco, busca intensa de novidades para obtenção de gratificação imediata.

A incapacidade do adiamento de gratificação leva muitos a esportes radicais de alto risco e às drogas: a gratificação imprevisível, libera mais dopamina.

O resultado de um tratamento totalmente inadequado por parte de pais e/ou professores lamentavelmente vem da desinformação a respeito do transtorno. Podem deixar seqüelas na vida da criança ou do adolescente que poderão ter uma vida repleta de fracassos e malogros:

- De 30% a 50% estão sujeitos a repetir de ano pelo menos 1 vez (sem contar as expulsões das escolas).

- Cerca de 50% têm relacionamentos sociais e afetivos seriamente comprometidos.

- Cerca de 65% têm comportamento muito desafiadores, levando a mal-entendidos e ressentimentos por parte de colegas, professores e até mesmo dos pais. Freqüentes desentendimentos e punições geram um grande potencial para a delinqüência e abuso de drogas mais tarde, na vida adulta.

Adolescentes com TDAH (DDA) podem começar a ter relações sexuais precocemente, e muitas vezes devido à impulsividade, descuidam-se no uso de preservativos.